A inteligência nas organizações
As pessoas detém a capacidade de criar sentido e dar significado aos eventos. Segundo Gregory Bateson (1980) "toda entidade que tem capacidades de geração e absorção de informações, de retroinformação e de auto-regulação, tem mente".
Uma empresa ou um grupo de pessoas pode funcionar como um sistema inteligente. Segundo Margareth Weatley "A inteligência é uma propriedade que emerge quando se alcança certo nivel de organização que dê ao sistema a capacidade de processar informação. E quanto maior a capacidade de processar informação, maior o nivel de inteligência".
Partindo desta definição podemos concluir que se um grupo de pessoas aumenta a sua capacidade de organizar e processar informações (produzir eventos com utilidade e significado) esse grupo aumenta o nível de inteligência deste sistema produtivo.
O TEvEP é uma forma simples de conferir os fundamentos de um evento. Sua utilidade, suas inerências, expectativas, inovações e a logística mostram o conjunto de eventos que precisam ser organizados no tempo. Ao identificar as relevâncias e as complexidades o grupo se depara com as dificuldades os riscos e as necessidades de recursos. Quando as informações se organizam e encontram significado elas contém a força da mudança. Tudo isso junto dá ao grupo a responsabilidade necessária para evitar atrasos e garantir os fluxos e as freqüências inerentes ao sistema. A performance aumenta e estas pessoas se sentem capazes de pensar e evitar oscilações relevantes.
Através da Incubadora de projetos. Acreditamos que a melhor forma de mudar um sistema produtivo é criar um ponto de mutação entre o velho modo de pensar e o novo. A incubadora de p&d - IP&D - é este ponto de mutação que permite a capacitação de pessoas para projetizar os problemas e as lacunas do sistema. A incubadora é o local onde um grupo de pesquisadores da própria organização fica em imersão desenvolvendo projetos das mais diversas complexidades sob a orientação da HomoSapiens. Isso alivia muito rápido as principais tensões do sistema pois a incubadora já é inaugurada com os problemas mais relevantes e no primeiro momento já apresenta resultados.
Nossa proposta é ensinar métodos que facilitem o diálogo das pessoas com o mundo à sua volta. Ninguém gosta de mexer com métodos. Desde que a humanidade desenvolveu a matemática os homens aprenderam a potencializar, através de símbolos simples, a capacidade de raciocinar. O cérebro precisa de códigos que facilitem o pensar. Precisamos fazer as pessoas gostarem de pensar e revisar os métodos para reduzir desconfortos. Quando um sistema está sobrecarregado é fácil pedir mais mão de obra ou mais máquinas. Os métodos tradicionais de revisão de processos tendem a ser enfadonhos, demorados ou complexos demais para as pessoas simples de uma organização. São gráficos, histogramas, medições, pareto, controles estatísticos, equações, etc. Isso assusta quem não está preparado. O TEvEP veio para atender a 80% das mudanças que não precisam de tanta complexidade. Nossa missão é transmitir o conhecimento da maneira mais confortável possível. O lúdico, a linguagem comum do dia a dia, oficinas de culinária e cartilhas auto-instrucionais em quadrinhos potencializam o aprendizado e facilitam a retenção do conhecimento. Por isso as pessoas gostam do TEvEP e utilizam na empresa e em casa.
Com a possibilidade de se mapear os sistemas produtivos identificando o conjunto de eventos de maneira cooperativa e ainda contar com uma pessoa em cada posto de trabalho cuidando da integridade dos eventos, as relações humanas mudam de maneira significativa. Fazer um "combine-se" fica mais fácil quando a comunicação é clara e o sistema indica o que deve ser feito. Cada pessoa organiza o seu conjunto de eventos com mais maestria dentro do sistema e garante seus fluxos produtivos harmonizando-os com os demais.